sábado, 28 de abril de 2012

Olhos de Mel


Olhos de Mel
por Claudio Limenzo 


Olhos de mel 
Gotas do céu 
Raios de luar  
Nas águas amenas  
Dos mares serenos  
Eu navegante  
Na luz das estrelas
Encontro teu olhar  
Cristal cintilante  
Me deixo sonhar  


Olhos de mel  
Gotas do céu 
Avidez feminina  
Atrai e fascina  
Faz apaixonar  
Inspira a paz 
Exala a calma 
Que abriga na alma 
O rosto ilumina  
Um cândido olhar 


Olhos de mel  
Gotas do céu  
Promessa de vida  
Paixão reprimida 
Tortura e acalenta 
Em meio a tormenta  
A tênue lembrança  
Do teu amor criança  
Desperta a saudade 
Traz-me à realidade  


Olhos de mel 
Gotas do céu 
A dor me avassala  
Em meu  peito se cala 
Tua doce poesia
Ofusca a agonia  
Conduz à bonança
E... sem vã esperança
Me guia no escuro
A um porto seguro

sábado, 21 de abril de 2012

Dilema

Dilema
por Claudio Limenzo

Atroz e triste problema
Aflige a humanidade
Num frequente dilema
Entre mentira e verdade
Uma dúvida persistente
O que é preferível afinal
Uma mentira clemente
Ou uma verdade fatal
Em contenda interior
Debate-se o ser humano
Sob um grande temor
Que o seduza o engano
Ante as tramas da vida
Quando é difícil decidir
Nem sempre a escolhida
É preferível a se omitir
Se a verdade temerária
É sofrimento evitável
A mentira humanitária
É piedade elogiável
Uma mentira lenitiva
Por vezes é inocente
Uma verdade permissiva
Quase sempre é leniente
Praticar-se a verdade
É dom de credibilidade
Mas mentir-se à esmo
É denegrir a si mesmo
Porque mentir afinal
Se de nada valerá
Pois no momento final
A verdade prevalecerá

sábado, 14 de abril de 2012

Obrigado Senhor!

Obrigado Senhor!
por Claudio Limenzo

Aos primeiros raios de luz
O sono ainda me seduz
Insisto em não acordar
Inútil, não consigo evitar 

Uma efêmera sinfonia
O amanhecer anuncia
Pela janela adentra o sol
Risca em prata o lençol

Tênue assobio do vento
Pela avenida arborizada
Em uníssona melodia
Saúda o novo dia

Longínquo ruído da rua
Aos poucos se insinua
Crescente burburinho
Do canto de passarinhos

Parece tudo conspira
Para o meu despertar
Abro os olhos, suspiro
E me ponho a pensar

Na emoção que é viver
Ver o dia amanhecendo
Na magia que é poder
Ver a vida acontecendo

Diante de tanta beleza
O milagre da natureza
Não contenho o clamor
Obrigado Senhor!

sábado, 7 de abril de 2012

Maria

Maria
por Claudio Limenzo

Ela, tão bela, quem seria
Tal qual luz do dia
Sua doce beleza irradia
Exuberante alegria
Duma primavera tardia

Num passear displicente
Prazenteiro, silente
Talvez até inconsciente
Insinua sutilmente
Sorri, mexe com a gente

Na graça do caminhar
No brilho do olhar
Na meiguice invulgar
No sorrir, no falar
Tudo nela,  faz sonhar

E, sonhar simplesmente
Com ela sorridente
Seria, sim, um presente
A inocente semente
Para um desejo latente

Chamar seu nome, seria
O auge da fantasia
Lá, onde tudo principia
Facilitaria a poesia
Toda mulher fosse Maria