sábado, 24 de março de 2012

O vento não sabe ler.

O vento não sabe ler  
por Claudio Limenzo

É novamente Outono
O sol já se distancia
Crescem as noites
Encolhem os dias

Leve brisa da manhã
A natureza acaricia
Lá na praça a ramaria
Amarelece dia a dia

Pássaros vão e voltam
A voar por entre folhas
Que  planam pelo ar
Lentamente até pousar

Num gracioso bailar
De leveza singular
Derramam pelo chão
As cores da estação

Ao som improvisado
Do ritmo crepitante
De folhas secas caídas 
Pisadas pelos passantes

A despeito do aviso
Não passe pela grama
O vento lá esparrama
A folharada sem fim

Ao entardecer
Não se vê mais o jardim
É perdoável por que
O vento não sabe ler

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